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Sendo
a cultura uma componente indispensável em qualquer estratégia de
desenvolvimento, entende-se que poderá sê-lo ainda mais, quando o fenómeno
da Globalização é visto, como uma espécie de ameaça à singularidade
das pequenas comunidades locais, sobretudo das Freguesias. A
Vila de Avintes tem-se tornado, ao longo dos tempos, uma das mais
desenvolvidas e prósperas de Vila Nova de Gaia. A sua proximidade geográfica
com o centro do concelho gaiense, tornou-se também numa “ajuda” ao
progresso da nossa Freguesia. Avintes,
tem a sua história marcada por fortes costumes e tradições, isto
leva-nos a citar os seus ex-libris, como a Padeira
de Avintes e a tão característica Broa
de Avintes. O Parque Biológico de Gaia, outro dos locais
privilegiados da nossa terra e até mesmo do concelho é um espaço de
lazer para os nossos habitantes e para quem de fora nos visita. É ainda
um símbolo do património cultural que Avintes oferece e que, em muito
tem ajudado na acção de sensibilização e educação ambiental. Outro
grande espaço é a Quinta de Santo Inácio, empreendimento turístico com
um grande espaço de lazer ligado à fauna-flora arboricultura que ao longo do ano é visitado por 130.000 cidadãos de todo
o País e muitos estrangeiros, nomeadamente da vizinha Espanha (Galiza). A
nossa Vila de Avintes tem cerca de 14.000 habitantes, é dotada de um conjunto de serviços, comércio
e indústria que muito nos apraz referir. A concentração de um número
considerável de instituições bancárias e a presença de indústrias de
grande prestígio e dimensão são apenas dois dos motivos de que muito
nos orgulhamos. Defendo,
desde sempre, a ideia de que aos órgãos das autarquias locais, não cabe
apenas o papel de instituições promotoras de belas e grandiosas obras
imobiliárias, pelo contrário, cabe às autarquias um importante
desempenho na dinamização cultural da comunidade local, não para
substituírem os cidadãos
como agentes singulares ou agrupados em associações, mas sim de forma
subsidiária ou supletiva, garantindo e apoiando, pelo modo adequado, o
funcionamento das instituições na produção cultural e, sobretudo, na
defesa e na preservação da identidade local. É,
porém, no afecto que reside a maior força anímica para tudo o que se
faz em prol da Comunidade de que fazemos parte. Assim
onde não houver lugar para o afecto, dificilmente haverá espaço para a
razão, sem complemento e sistema de direcção. Estas
coisas só se encontram na intimidade serena da vida local. Assim
sendo, o Executivo da Junta de Freguesia de Avintes a que tenho a honra de
presidir, está permanente empenhado em contribuir para a melhoria e
requalificação da vida concreta dos residentes, tendo elegido como
prioridade da sua actuação, o apoio social, sobretudo às camadas mais
carenciadas e também aos idosos. Estamos
certos que este nosso desiderato vai de encontro ao interesse de todos nós
enquanto comunidade.
Com
um abraço forte de solidariedade pessoal.
(Mário
Fernandes Gomes) |
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